Metodologia Construct

Uma resposta plausível ainda não é comportamento válido.

Avaliamos IA como sistema situado: um modelo atuando dentro de uma tarefa, ambiente, população, história de interação e limite decisório definido.

Processo completo

Dez passos controlados, do pedido à decisão.

O escopo permanece fechado porque responsabilidades, evidências e condições de parada ficam explícitas antes do teste.

01 · ADERÊNCIA

Revisão não confidencial

Identificamos um sistema funcional, uma decisão e o menor limite viável.

02 · CONVERSA

Escopo em 20 minutos

Confirmamos finalidade, prazo, responsáveis, casos e trilha.

03 · TERMOS

NDA, DPA e Ordem

Escopo, preço, IVA, acesso, papéis de dados e prazo ficam escritos.

04 · CLAIM

Protocolo de evidências

Registramos versão, ambiente, construto, populações, critérios e não-claims.

05 · INSUMOS

Casos e referências

Casos representativos, de limite e adversariais se ligam a rubricas.

06 · BASELINE

Execução repetível

Runner, configuração e captura são versionados e repetidos.

07 · STRESS

Mudança controlada

Variamos ferramentas, idioma, grupo, recursos, memória e feedback.

08 · ACHADOS

Explicação de falhas

Cada achado registra gravidade, condição, reprodução, incerteza e ação.

09 · RETESTE

Correção limitada

Quando incluída, a correção é aplicada e o protocolo inteiro roda novamente.

10 · ENTREGA

Decisão e reutilização

Você recebe runner, brief, limites, recomendação e handoff.

Seis perguntas

Psicometria como disciplina de engenharia.

Os conceitos se aplicam ao sistema observado. Eles não transformam saída de IA em teste psicológico nem persona sintética em população real.

Construto

Testamos a capacidade alegada?

Tarefas e indicadores devem representar o comportamento, não um proxy fácil.

Confiabilidade

Quão estável é o padrão?

Repetições expõem dispersão e falhas estocásticas.

Comparação

As condições são comparáveis?

Grupos, idiomas e contextos exigem tarefas equivalentes e limites explícitos.

Sensibilidade

O contexto muda o comportamento adequadamente?

O sistema não deve ignorar contexto relevante nem se tornar arbitrário.

Trajetória

Memória e adaptação são coerentes?

Testamos continuidade, contaminação, aprendizagem e dependência de caminho.

Referência externa

O que disciplina a interpretação?

Dados humanos, teoria, especialistas, rubricas ou Delphi podem gerar contraste.

Sobre DIF e invariância

Um sinal diferencial exige investigação; não prova automaticamente viés, discriminação ou invalidade. Claims psicométricos clássicos exigem instrumento, amostra e análise apropriados.

Do output isolado ao sistema observável

Contexto → agente → interação → adaptação → avaliação.

Quando o comportamento emerge entre turnos ou atores, examinamos a relação — não só a frase final.

ContextoPopulação · ambiente · tarefaAgenteModelo · regras · memóriaInteraçãoRodadas · feedback · conflitoAdaptaçãoAjuste · aprendizagem · trajetóriaAvaliaçãoTeoria · especialistas · métricas

Exemplo situado

Comportamento humano‑ambiente muda por grupo e fase.

Em risco hídrico, um “agente médio” esconde restrições, exposição desigual e capacidades diferentes de adaptação.

Condições

Pré-evento: percepção e preparo · Durante: evacuação e coping · Pós-evento: recuperação e adaptação.

A

Maior proteção material

Mais margem para antecipação e planejamento.

B

Recursos intermediários

Escolhas condicionadas por trade-offs.

C

Maior vulnerabilidade

Decisão sob urgência, restrição e custo.

A evidência pode sustentar

  • O que ocorreu numa versão e ambiente definidos
  • Quais falhas foram reproduzidas
  • Diferenças entre condições acordadas
  • Se critérios foram atingidos
  • Quais limites afetam a decisão

Não estabelece sozinha

  • Equivalência entre pessoas sintéticas e reais
  • Diagnóstico psicológico ou educacional
  • Predição exaustiva do comportamento humano
  • Certificação ou conformidade legal
  • Ausência de todo dano ou falha futura

Pronto para transformar um claim em protocolo?

Comece com uma decisão.